A metamorfose que experimentamos na vida a partir de cada encontro é o mote disparador desta pesquisa realizada em parceria com a fotógrafa Amanda Leite e  a encenadora Bárbara Tavares. São os encontros que podem nos tirar de uma ideia ensimesmada de nós mesmos. São eles que podem  nos forçar  a expansão de nossa potência  de vida.  O que pode o corpo de uma professora de teatro? O que pode a escrita da vida? Cenas-estudos são apresentadas de forma não linear como esboços de possibilidades cênicas, atualizações dadas pelos encontros com objetos, textos teóricos, dramáticos e literários. Os quadros apresentados querem torcer a ideia da docência pensando modos de se fazer, no lugar de moldes a serem reproduzidos.  Formam-se Mimagens da docência: restos de encontros.  

 

Este tema surgiu  a medida que me lancei como pesquisadora numa tese de doutorado em Educação estudando a potência do corpo no teatro e na filosofia. Percebi que produzi uma espécie de rasgo, um encontro que se deu no espaço fronteiriço entre teatro, filosofia e Educação. Este espaço, este não lugar, tem sido meu habitat e nessa zona móvel produzimos um espetáculo solo, suplemento da Tese de Doutorado em Educação: Mimagens da Docência: Escuta do Corpo desenvolvido na Linha de Pesquisa: Educação e Comunicação do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/PPGE). Ele não representa a pesquisa, ele é um modo artístico de se fazer pesquisa.

 

O trabalho assume o risco da improvisação como possibilidade de construção da cena a partir da ressignificação de objetos e textos. Todas as cenas-estudos apresentadas partem do encontro com um “outro corpo”, seja ele textual ou plástico. No decorrer do trabalho descobrimos uma linguagem lúdico filosófica pensada a partir do “quintal de casa”, as questões que tem atravessado o corpo da atriz, da professora e da pesquisadora.

O trabalho é um depoimento para a audiência no qual uma professora de teatro revela seus afetos. Livre para o público de todas as idades, o espetáculo trama questões filosóficas, artísticas e educacionais a partir de uma metamorfose constante. O público não deve esperar uma sequencia linear na narrativa dos quadros, mas desfrutar do caleidoscópio de imagens fabricado. 

Após um ano de intensa pesquisa , o espetáculo  teve sua estréia em 4 de maio de 2016 na Universidade Federal de Santa Catarina  - UFSC à convite do projeto Sol da Meia Noite, com uma segunda  apresentação na mesma Universidade como defesa de tese doutoral Mimagens  da docência: a escuta do corpo no Programa de Educação, PPGE- UFSC.  Ainda numa fase anterior, com o título de Afeccções  a pesquisa já se  apresentou em congressos como  A jornada internacional de pesquisa em Artes - Unesp em São Paulo,  e do  FOCAR - Mostra Internacional de Formação, Ciência e Arte  - UFPA em Belém do Pará.   Atualmente  Mimagens tem circulado em Festivais como o I Festival do Monólogos da cidade de Palmas - TO, congressos como o 20º COLE - Congresso de leitura do Brasil - UNICAMP com o tema Nas dobras do impossível, no evento Partilhas em Extensão na Universidade Federal de Uberlândia (MG) além de apresentações em  teatros e espaços formais de ensino na cidade de Palmas - TO.  

 

Ficha Técnica

Atuação: Renata Ferreira

Fotografia  e  Sonoplastia :

Amanda Leite

Direção Geral: Bárbara Tavares

Fotografia: Amanda Leite
Fotografia: Matheus Maia